Programa de doação do corpo à ciência da Universidade de Aveiro já reúne dezenas de inscritos
O programa “Doar para ensinar a salvar”, da Universidade de Aveiro, foi destacado numa reportagem emitida pela SIC, no Primeiro Jornal de 5 de junho de 2026. A iniciativa permite que cidadãos doem o corpo à ciência após a morte, contribuindo para a formação dos estudantes de Medicina.
A reportagem acompanhou uma aula de Ciências Médicas no teatro anatómico da Universidade de Aveiro, onde alunos do segundo ano de Medicina aprofundam os seus conhecimentos através da observação e estudo de cadáveres humanos.
Para muitos estudantes, este é um contacto marcante com a realidade da profissão. Gonçalo Pires, aluno de Medicina, referiu que a primeira experiência com um cadáver pode ser “um bocado chocante”, mas destacou a sua importância para a aprendizagem. Já Letícia de Sousa Bastos salientou sentir “uma sensação de agradecimento” para com os doadores, cujo gesto permite aos futuros médicos desenvolver competências fundamentais.
Joana Ribeiro, docente de Ciências Médicas, explicou que o contacto direto com o corpo humano é essencial para compreender verdadeiramente a anatomia, enquanto Firmino Machado, Diretor do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade de Aveiro, salientou a importância da doação do corpo à ciência para a formação dos profissionais de saúde. Segundo o responsável, a existência destes programas permite garantir que os futuros médicos recebam uma formação mais completa e rigorosa.
A reportagem deu ainda a conhecer o testemunho de Natividade Veiga, uma das pessoas inscritas no programa, que afirmou desejar que o seu corpo possa ser útil para a aprendizagem e formação das futuras gerações de médicos.
A adesão ao programa “Doar para ensinar a salvar” exige uma decisão consciente e informada. Os interessados devem preencher um formulário próprio com assinatura reconhecida, sendo igualmente recomendável que informem os familiares da sua decisão. Apesar de continuar a ser um tema que pode gerar alguma estranheza ou resistência social, os responsáveis consideram que a sensibilização da população é essencial para o sucesso da iniciativa.
O EMHA saúda todos aqueles que, através deste ato de generosidade, contribuem para a formação das futuras gerações de médicos e para o avanço do conhecimento científico.
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University of Aveiro Body Donation Programme Already Has Dozens of Registered Donors
The University of Aveiro's "Donate to Teach, Save Lives" programme was featured in a report broadcast by SIC on the Primeiro Jornal news programme on 5 June 2026. The initiative allows citizens to donate their bodies to science after death, contributing to the education and training of medical students.
The report followed a Medical Sciences class in the Anatomical Theatre of the University of Aveiro, where second-year medical students deepen their knowledge through the observation and study of human cadavers.
For many students, this is a defining first encounter with the reality of the medical profession. Gonçalo Pires, a medical student, said that the first experience with a cadaver can be “a little shocking”, but stressed its importance for learning. Letícia de Sousa Bastos highlighted that she feels “a sense of gratitude” towards the donors, whose generosity enables future doctors to develop essential skills.
Joana Ribeiro, Lecturer in Medical Sciences, explained that direct contact with the human body is essential for a true understanding of anatomy, while Firmino Machado, Director of the Integrated Master's Degree in Medicine at the University of Aveiro, emphasised the importance of body donation to science in the education of healthcare professionals. According to him, programmes of this kind help ensure that future doctors receive more comprehensive and rigorous training.
The report also featured the testimony of Natividade Veiga, one of the people enrolled in the programme, who said that she hopes her body will contribute to the learning and training of future generations of doctors.
Joining the "Donate to Teach, Save Lives" programme requires an informed and conscious decision. Those wishing to enrol must complete a specific application form with a legally certified signature, and they are also encouraged to inform their family members of their decision. Although the subject may still generate some surprise or social resistance, those responsible for the programme believe that raising public awareness is essential to its success.
EMHA salutes everyone who, through this act of generosity, contributes to the education of future generations of doctors and to the advancement of scientific knowledge.
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