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I Encontro de Value-Based Healthcare do EMHA

Decorreu no dia 9 de outubro no Auditório Dr Correia de Campos, no Centro de Reabilitação do Norte, em Vila Nova de Gaia, o I Encontro de Value-Based Healthcare do EMHA. Estiveram presentes mais de 150 pessoas, presencialmente e via streaming através do YouTube.

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A sessão de abertura foi presidida por Artur Silva, Presidente do EMHA, e por Luís Matos, Presidente do Conselho de Administração da ULSGE, instituição anfitriã do evento, que já desenvolveu oito clínicas multidisciplinares.

Durante a manhã, foram apresentados os fundamentos e a visão da saúde baseada em valor, com destaque para temas como tecnologia, investigação e acordos de partilha de risco. Foram também evidenciados os projetos já em curso nas ULS do EMHA, nomeadamente as clínicas multidisciplinares dedicadas ao HIV, à Insuficiência Cardíaca (PiiC-MI), à Gestão do Sangue Perioperatório (Patient Blood Management, PBM) e aos Estilos de Vida Saudáveis (Viva Melhor).

Numa mesa-redonda, os presidentes dos Conselhos de Administração das ULS do EMHA partilharam os principais desafios na implementação do modelo VBHC em cada unidade.

Miguel Paiva (ULS Entre Douro e Vouga) referiu que a reorganização das ULS trouxe desafios acrescidos, destacando a necessidade de “dar resposta ao mais urgente” como uma das maiores dificuldades. Reconheceu que “o estímulo financeiro poderia acelerar este processo” e sublinhou o trabalho da ULSEDV na estratificação pelo risco como ponto de partida para o desenvolvimento do VBHC.

Raquel Santos (ULS Baixo Mondego) reconheceu que, apesar da pressão do dia-a-dia, é essencial dar prioridade estratégica ao VBHC. Sublinhou que “qualquer mudança altera o status quo” e que “uma reforma deste calibre não se faz em 1-2 anos”, reforçando que “estamos a fazer um bom caminho, principalmente porque sabemos por onde queremos ir”. Defendeu ainda a importância de formar os profissionais de saúde e de construir uma nova perspetiva para o doente.

Luís Matos (ULS de Gaia e Espinho) também apontou a falta de financiamento como um obstáculo, mas defendeu o avanço dos projetos-piloto. Identificou ainda a falta de maturidade organizacional como um desafio à implementação do modelo, sublinhando que é preciso saber lidar com as consequências do mesmo e que estas alterações têm obrigatoriamente de impactar as instituições. Alertou que a definição de um novo modelo de custo por doente, com critérios comuns entre ULS, permitirá comparações entre instituições, podendo levar a que algumas deixem de realizar determinados procedimentos.

Margarida França (ULS da Região de Aveiro) destacou que não teme a comparação interinstitucional e que é essencial aprender com quem faz melhor. Referiu a importância da sustentabilidade financeira dos programas e sugeriu que, após este encontro tão enriquecedor, o EMHA deveria considerar a publicação de um documento sobre o tema.

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Na sessão de encerramento, Francisco Rocha Gonçalves, Secretário de Estado para a Gestão da Saúde, reforçou a importância de publicar artigos científicos sobre VBHC — não para vanglória, mas para registar o que foi feito e permitir que futuras gerações conheçam o caminho percorrido. Sublinhou ainda a necessidade de uma mudança cultural para a adoção plena do modelo de saúde baseado em valor.

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Após uma manhã intensa e informativa, a tarde foi dedicada a um exercício prático de criação de clínicas multidisciplinares, desenvolvido em pequenos grupos de trabalho. A atividade foi orientada por Serafim Guimarães (do Serviço de Promoção de Valor em Saúde da ULSGE), Firmino Machado (Diretor da Unidade de Gestão – Planeamento, Inovação e Saúde das Populações da ULSGE) e Diana Paupério (Coordenadora do programa Patient Blood Management em Cirurgia Cardíaca da ULSGE).
O workshop contou com a participação de 40 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, gestores, investigadores e farmacêuticos, num momento de colaboração e construção conjunta de soluções centradas no valor em saúde.

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Conforme referido por Raquel Santos, é preciso “fazer caminhar a coragem ao lado do conhecimento”. O EMHA acredita que está a dar passos significativos na transformação do modelo de saúde, com benefícios não só para a qualidade de vida dos doentes, mas também para as instituições, nomeadamente através da redução de custos e da melhoria da eficiência dos cuidados prestados.

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EMHA Hosts Its First Value-Based Healthcare Meeting

On 9 October, the 1st EMHA Value-Based Healthcare (VBHC) Meeting took place at the Dr Correia de Campos Auditorium, located at the Northern Rehabilitation Centre in Vila Nova de Gaia. The event brought together more than 150 participants, attending both in person and via live streaming on YouTube.

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The opening session was chaired by Professor Artur Silva, President of the Egas Moniz Health Alliance (EMHA), and Dr Luís Matos, President of the Board of Directors of the Gaia and Espinho Local Health Unit (ULSGE), the host institution, which has already established eight multidisciplinary clinics based on the principles of Value-Based Healthcare.

Throughout the morning, speakers explored the foundations and vision of Value-Based Healthcare, highlighting topics such as technology, research, and risk-sharing agreements. Participants were also introduced to the multidisciplinary clinics currently operating across EMHA partner Local Health Units, including programmes dedicated to HIV, Heart Failure (PiiC-MI), Patient Blood Management (PBM), and Healthy Lifestyles (Viva Melhor).

A round-table discussion brought together the Presidents of the Boards of Directors of the EMHA partner Local Health Units to reflect on the main challenges associated with implementing the VBHC model.

Dr Miguel Paiva, President of the Board of Directors of the Entre Douro e Vouga Local Health Unit, explained that the recent reorganisation of Local Health Units had introduced additional challenges, particularly the need to respond to the most urgent operational demands. He acknowledged that stronger financial incentives could accelerate the implementation of VBHC and highlighted his institution's work on risk stratification as a key foundation for future development.

Representing the Baixo Mondego Local Health Unit, Dr Raquel Santos emphasised that, despite the pressures of everyday clinical practice, Value-Based Healthcare must remain a strategic priority. She observed that any meaningful transformation inevitably challenges the status quo and noted that reforms of this scale cannot be achieved within one or two years. She stressed the importance of educating healthcare professionals while fostering a new patient-centred perspective.

Dr Luís Matos, President of the Board of Directors of ULSGE, also identified limited funding as a major obstacle but advocated continuing with pilot projects. He pointed to organisational maturity as another challenge, arguing that institutions must be prepared to adapt to the consequences of implementing a value-based model. He further noted that the introduction of a standardised cost-per-patient methodology across Local Health Units would enable meaningful benchmarking, potentially leading to the redistribution of certain clinical procedures between institutions.

Dr Margarida França, President of the Board of Directors of the Aveiro Local Health Unit (ULSRA), stated that she welcomed interinstitutional comparison, arguing that learning from the best-performing organisations is essential for continuous improvement. She also emphasised the importance of ensuring the long-term financial sustainability of Value-Based Healthcare programmes and suggested that, following such a productive meeting, EMHA should consider publishing a position paper on the subject.

The closing session featured Francisco Rocha Gonçalves, Secretary of State for Health Management, who highlighted the importance of publishing scientific research on Value-Based Healthcare—not for recognition, but to document the work undertaken and ensure that future generations can learn from today's experiences. He also underlined that the successful implementation of VBHC requires a profound cultural transformation across the healthcare system.

Following an intensive morning programme, the afternoon was dedicated to a practical workshop in which participants worked in small multidisciplinary groups to design new Value-Based Healthcare clinics. The session was led by Serafim Guimarães, from the ULSGE Value Promotion Service, Professor Firmino Machado, Director of the ULSGE Management Unit for Planning, Innovation and Population Health, and Diana Paupério, Coordinator of the ULSGE Cardiac Surgery Patient Blood Management Programme.

The workshop brought together 40 healthcare professionals, including physicians, nurses, managers, researchers, and pharmacists, creating a collaborative environment focused on designing innovative solutions centred on value in healthcare.

As Dr Raquel Santos remarked during the meeting, "we must allow courage to walk alongside knowledge." EMHA believes it is taking meaningful steps towards transforming the healthcare model, delivering benefits not only for patients' quality of life but also for healthcare institutions through greater efficiency, improved outcomes, and more sustainable use of resources.

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